28 julho, 2013

Linha de Ação (Broken City, EUA, 2013).

"As provas podem ser uma arma poderosíssima" (Livre tradução da frase disposta no poster promocional do filme).
Bom elenco, diretor com crédito relativamente positivo em Hollywood, premissa de roteiro interessante, e um orçamento razoável são elementos que, por si só, garantiriam qualidade a uma peça cinematográfica. No entanto, apesar de certo esforço por parte dos realizadores, estes não são ratificados pelo produto final apresentado em Linha de Ação (Broken City, no original), primeira incursão solo do cineasta Allen Hughes, que anteriormente havia assinado filmes ao lado do irmão, Albert Hughes, sendo os mais relevantes Do Inferno, de 2001 e O Livro de Eli, lançado em 2010. Tendo o adjetivo desinteressante como principal definição, o filme até traz algumas boas ideias (o jogo político no qual o filme bebe vem primeiro a mente), mas o excesso de obviedades, o pouco aprofundamento dos personagens e a linha pouco crítica empregada pelo roteiro do novato Brian Tucker acabam por serem os principais responsáveis pela apatia despertada pelo filme, aliada a uma direção pouco inspirada de Hughes.

Co-produzida e estrelada pelo limitado, mas muitas vezes esforçado (e possuidor de certo carisma) Mark Wahlberg (Ted), além de contar com as (teoricamente boas) participações de Russel Crowe (Os Miseráveis), Catherine Zeta-Jones (Terapia de Risco), Kyle Chandler (A Hora Mais Escura) e Jeffrey Wright (Tão Forte e Tão Perto), Linha de Ação não faz jus ao peso dos nomes envolvidos no projeto, pois sua trama nunca deslancha, as interpretações do elenco parecem pouco inspiradas - Wahlberh, Crowe e Zeta-Jones encontram-se no popular "piloto-automático" - e a configuração estética do filme, apesar de uma ou outra tomada melhor cuidada por Allen Hughes e seu diretor de fotografia, Ben Seresin (Incontrolável), não sai do convencional, quando não "abraça" a linguagem televisiva, estilo série de tevê (com toque cinematográfico, óbvio).

O misto de previsibilidade somado à fantasia redentora de seu desfecho ajudam a "apatizar" o filme como um todo, que certamente agradará ao público cativo do "clicherizado" Super Cine, mas passa longe de alcançar o nível de relevância cinematográfica. Um thriller político onde a política é mal aplicada e o suspense se rende as convenções mais batidas conhecidas até então, Linha de Ação não pode ser definido como um filme ruim ou mal produzido, mas seus atrativos não são muitos, especialmente pela aura de baixo envolvimento por parte do elenco, o que deixa a impressão de que o mesmo resultado poderia ter sido obtido com um elenco composto por nomes desconhecidos. Em suma, apesar do filme não sagrar-se desastroso, este não deixa de ser pouco atrativo (e, levando-se em conta o nome dos envolvidos, a satisfação é ainda menor).

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